Compreendendo a variabilidade individual nas respostas a psicodélicos

Os psicodélicos são substâncias que têm sido usadas há séculos em diferentes culturas como ferramentas para a exploração da mente e da consciência. Mais recentemente, pesquisas têm mostrado que essas substâncias podem ter efeitos terapêuticos significativos no tratamento de condições como depressão, ansiedade e transtornos de dependência. No entanto, uma questão importante que tem surgido em relação ao uso de psicodélicos é a variabilidade individual nas respostas a essas substâncias.

A variabilidade individual nas respostas aos psicodélicos refere-se ao fato de que diferentes pessoas podem ter experiências muito diferentes ao tomar a mesma dose da mesma substância. Alguns podem ter experiências profundas e transformadoras, enquanto outros podem não sentir nada ou ter efeitos negativos, como ansiedade ou paranoia. Isso pode ser uma preocupação tanto em termos de segurança quanto de eficácia terapêutica.

Existem várias razões pelas quais a variabilidade individual pode ocorrer. Uma das principais razões é a diferença na sensibilidade das pessoas às substâncias. Algumas pessoas podem ter uma sensibilidade naturalmente maior ou menor aos psicodélicos, o que pode influenciar a intensidade de suas experiências. Além disso, fatores como idade, peso, metabolismo e histórico de uso de substâncias também podem afetar a forma como o corpo processa os psicodélicos.

Outro fator importante é o ambiente em que as pessoas tomam os psicodélicos. O ambiente pode incluir a presença de outras pessoas, a atmosfera física do espaço em que se encontram, a música que estão ouvindo e muitos outros fatores. Esses fatores podem influenciar a experiência de uma pessoa, tornando-a mais positiva ou negativa.

Além disso, a variabilidade individual nas respostas aos psicodélicos pode ser influenciada pela expectativa das pessoas em relação à experiência. Se alguém tem expectativas positivas em relação aos psicodélicos, é mais provável que tenha uma experiência positiva. Por outro lado, se alguém está ansioso ou têm expectativas negativas, é mais provável que tenha uma experiência negativa.

Embora a variabilidade individual nas respostas aos psicodélicos seja um desafio, também pode ser uma oportunidade para personalizar o uso dessas substâncias para cada indivíduo. Algumas pesquisas sugerem que a personalização da dose e do ambiente em que os psicodélicos são tomados pode ajudar a maximizar os efeitos terapêuticos e minimizar os efeitos negativos. Além disso, a orientação terapêutica antes e durante a experiência pode ajudar as pessoas a se prepararem adequadamente e a compreender melhor suas próprias respostas individuais.

A variabilidade individual nas respostas aos psicodélicos é um desafio significativo, mas também pode ser uma oportunidade para personalizar o uso dessas substâncias para cada indivíduo. É importante considerar fatores como sensibilidade individual, ambiente, expectativas e orientação terapêutica ao tomar psicodélicos. 

Uma das formas de avaliar a variabilidade individual nas respostas aos psicodélicos é por meio de estudos que usam escalas de avaliação para medir os efeitos das substâncias em diferentes aspectos, como cognitivos, emocionais e perceptivos. Estas escalas permitem avaliar o grau de variação entre os indivíduos em relação aos efeitos psicodélicos.

Por exemplo, em um estudo recente publicado no Journal of Psychopharmacology, os pesquisadores avaliaram a variabilidade individual nas respostas aos psicodélicos em um grupo de indivíduos saudáveis. Eles descobriram que a variabilidade individual nas respostas aos psicodélicos foi maior do que a variabilidade nas respostas a um placebo. Além disso, eles encontraram evidências de que a variabilidade individual nas respostas aos psicodélicos pode ser predita por medidas de personalidade, como neuroticismo e abertura à experiência.

Outro aspecto importante a considerar em relação à variabilidade individual nas respostas aos psicodélicos é a sua segurança. Algumas pessoas podem ser mais vulneráveis a efeitos negativos, como ansiedade, paranóia e psicose. Por isso, é essencial que a orientação terapêutica antes e durante a experiência inclua uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios para cada indivíduo. Além disso, é importante que as pessoas tenham acesso a cuidados de saúde mental adequados após a experiência, caso apresentem efeitos colaterais ou precisem de suporte emocional.

Referências:

https://www.ipea.gov.br/cts/pt/central-de-conteudo/artigos/artigos/291-os-psicodelicos-vao-revolucionar-a-psiquiatria

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