História e uso cultural de psicodélicos

Os psicodélicos são substâncias que alteram a consciência e a percepção do usuário, podendo gerar experiências intensas e alterar o estado de humor e pensamento. Eles são encontrados em algumas plantas, fungos e também podem ser sintetizados em laboratório.

O uso de psicodélicos remonta a tempos antigos, sendo que algumas civilizações indígenas usavam plantas como a ayahuasca e o peiote em rituais religiosos e curativos. A ayahuasca, por exemplo, é usada há milhares de anos na região amazônica e é considerada uma ferramenta espiritual pelos povos indígenas.

Na década de 1950, os psicodélicos começaram a ser estudados por cientistas e pesquisadores como uma ferramenta para tratar transtornos mentais e emocionais, como ansiedade e depressão. O LSD, uma das substâncias psicodélicas mais conhecidas, foi sintetizado em 1938 pelo químico suíço Albert Hofmann e se tornou popular na década de 1960 como uma droga recreativa.

Nos anos 1960, os psicodélicos foram amplamente utilizados na contracultura, especialmente no movimento hippie, como uma forma de explorar a mente e a consciência. A música psicodélica e as artes visuais também foram influenciadas pelo uso dessas substâncias.

No entanto, o uso de psicodélicos também foi associado a efeitos negativos, como psicose, delírios e episódios de ansiedade e paranoia. Em 1971, o governo dos Estados Unidos proibiu a venda e posse de psicodélicos, classificando-os como drogas de abuso sem valor terapêutico.

Recentemente, os psicodélicos voltaram a ser estudados por cientistas como uma ferramenta promissora no tratamento de transtornos mentais, como a depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático. Vários estudos clínicos têm demonstrado resultados positivos no uso terapêutico de psicodélicos, especialmente em combinação com a terapia psicológica.

O uso de psicodélicos na cultura contemporânea também vem se expandindo, especialmente em festivais de música e eventos culturais. Alguns defensores dos psicodélicos argumentam que eles podem ser uma ferramenta para promover a criatividade, a introspecção e a conexão espiritual.

Os psicodélicos têm uma longa história de uso cultural e espiritual em várias civilizações ao longo da história, bem como um uso controverso na contracultura dos anos 1960. Atualmente, há um crescente interesse em seu uso terapêutico e na exploração de seus efeitos criativos e espirituais.

Referências:
https://cienciahoje.org.br/artigo/renascimento-da-ciencia-psicodelica/

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